Web 2.0 e seus modelos de negócio
No último ano muito tem se falado sobre Web 2.0, fazendo este termo virar a buzz do momento.
Hoje em dia este assunto já está mais do que batido, mas mesmo assim muita gente (e estou falando de desenvolvedores e não de leigos) confunde Web 2.0 com o uso do AJAX.
Isso trouxe uma nova onda de empolgação como aquela vivida na época da bolha da internet em 1999.
Para separar de vez web 2.0 do AJAX encontrei um artigo muito esclarecedor sobre o quê realmente define web 2.0.
Abaixo coloco os 8 termos que, segundo o pessoal do O’Reily, definem um site 2.0:
- The Long Tail (A cauda longa)
Pequenos sites são os que realmente geram o conteúdo da internet. Pensando desta forma o auto-serviço oferecido aos internautas e a pulverização de aplicações relacionadas a este conteúdo nestes sites pequenos define a abordagem “Long Tail”. É exatamente o que o Google faz com seu programa AdSense. - Informação é o próximo “Intel Inside”
Na web 2.0 as aplicações são totalmente voltadas à captação e armazenagem de dados. Uma base de dados bem formada sobre seus usuários pode valer até mais do que o próprio site. Esta base de dados pode ser usada para ações segmentadas de marketing, fazendo com que o público alvo seja atingido em cheio, e consequentemente economizando o dinheiro dos anunciantes. Para uma boa vantagem competitiva procure manter uma base de dados com informações únicas sobre seus usuários e que seja difÃcil de ser copiada por alguém. - Usuários adicionam valor
A chave para a vantagem competitiva nas aplicações web 2.0 é extender a cada usuário o poder de incluir seu próprio conteúdo. Os melhores exemplos disto são a Wikipedia e o MySpace. Portanto, não restrinja sua “arquitetura de interação” ao desenvolvimento do site. Envolva seus usuários na tarefa de adicionar valor ao seu site. - Efeito de Rede
Apenas uma pequena porcentagem de seus usuários irá adicionar valor a sua aplicação. Portanto, permita o fácil relacionamento entre estes usuários de forma a criar uma comunidade. Você já ouviu falar do Orkut? - Alguns direitos reservados
Proteção de propriedade intelectual limita o re-uso e faz com que seus usuários deixem de experimentar. Portanto, quando o benefÃcio vem da adoção coletiva, tenha certeza que as barreiras da adoção sejam pequenas. Siga padrões de licença existentes, como a Creative Commons, e restrinja a menor quantidade de coisas possÃvel. Desenhe sua aplicação para ser “hackeada” e “mixada” com outras existentes. - O Beta perpétuo
Quando um site ou aplicação é posto na internet ela não é mais um mero software, mas sim um serviço. Não fique acumulando funcionalidades para serem liberadas em pacotes, ao contrário, libere-as assim que possÃvel. Desta forma irá fidelizar mais e mais usuários. Crie uma comunidade engajada em usar e testar a aplicação por você. Isso irá facilitar muito o trabalho de correção de problemas e provalvemente irá te mostrar que seus usuários tem um uso para sua aplicação que você nem sonhava antes. - Coopere, não controle
Aplicações Web 2.0 são construidas sobre uma rede de cooperação entre aplicações. Você pega um web-service daqui, um widged dali, etc etc. Portanto, ofereça web-services e APIs públicas para que outros desenvolvedores possam adicioná-las em seus sites. Re-use informações de outros site. - Internet não é só no PC
Desenhe sua aplicação de forma que possa ser acessada de qualquer dispositivel. A mobilidade é a próxima grande onda, então permita que seus usuários acessem seu conteúdo de seus celulares, handhelds e, porque não, até de suas geladeiras.
Como você pôde ver, não é só um efeito bonitiho no botão que faz um site ser web 2.0.
Nos próximos posts vou colocar a verdadeira “alma” da web 2.0: seus modelos de negócio. Sem um deles inevitavelmente seu site está fadado à falência.











