Emprego: enriquecer o patrão é f#d@!
Assim como a maioria de vocês podem perceber, eu não vivo da renda do AdSense deste blog. Como vocês podem ver eu nem fui aceito no AdSense ainda. E pra compensar esta carência financeira, presto serviços de consultoria em uma empresa de informática. Sou desenvolvedor. Desenvolvo em tudo quanto é tipo de linguagem que você possa imaginar. Desde o VB6 até Python.
Todo mundo deste meio conhece o esquema de consultoria. Você não tem carteira assinada. É obrigado a abrir empresa própria e emitir nota fiscal em troca do pior emprego do mundo.
Geralmente, trabalhando como consultor você não tem vÃnculo empregatÃcio, é cobrado sobre o horário de entrada mas não tem horário pra sair, não recebe décimo terceiro, não tem fundo de garantia e nem estabilidade.
Até aà tudo bem, você se sujeita a isso porquê precisa do emprego, mas o que tem acontecido comigo desde janeiro é ridÃculo.
Surgiu a necessidade de desenvolvermos uma ferramenta nova que gerencie e faça a otimização de uma fábrica de serviços de teste. Não vou nem entrar em maiores detalhes, mas o que nossos “clientes diretores” queriam era basicamente um software que fizesse um chiclete mascado ir até a lua e voltar sem ser queimado na re-entrada. Fácil, né?
Tudo bem, estou acostumado a fazer sistemas difÃceis, mas desta vez a questão do prazo foi a seguinte: “Qual o prazo pra fazer isso, sendo que tem que estar instalado e funcionando até 1º de junho?”. Minha resposta: “Ahhhhhh…. primeiro de junho?”.
Novamente meu irrequieto cérebro de ervilha começa a se questionar: Porque os gestores dos projetos sempre nos perguntam o prazo de entrega se nunca o aceitam?
Mais uma vez eu pensei: “Tudo bem, adoro esses caras (adoro mesmo, não é demagogia) e esse mundo de consultoria é mesmo assim.” Mas hoje foi o chute final no meu saco d’água. Com a ótima intensão de “melhorar nosso foco” (como se fosse possÃvel), sem mais nem menos, mudaram nossas máquinas para uma sala vaga, toda de vidro, que fica bem entre as salas deles. Tipo Senzala Big Brother…
Fazer isso pra quê? Pra atirar na lama a moral da equipe?
Pagar hora extra ninguém quer, né?











